Última Hora

 
                                              A campanha eleitoral está rolando no rádio e na tevê muito mais do que nas ruas e comícios. Está tudo concentrado na mídia eletrônica e os marmiteiros de plantão dizem que ela é decisiva na eleição do prefeito uma vez que a performance nas pesquisas está diretamente associada aos preciosos segundos que tem na tevê. Mais tempo mais chance de emplacar o executivo municipal. Com ou sem interrupção das novelas o horário eleitoral é um formador de opinião, apesar de ser um verdadeiro pregoeiro de ofertas para as ” camadas mais desfavorecidas ” da população. Uns oferecem consultas médicas, ambulância, exames sofisticados, atendimento odontológico, apoio hospitalar, escola, transporte escolar, uniformes,material didático e muito, mas muito mais. Parece uma feira de ofertas e leva quem disser que vai dar mais. Plano de governo, muito pouco, quando existe.
 
                                               O Tribunal Superior Eleitoral ocupa parte da programação com uma campanha própria para estimular o eleitor a resistir a venda do voto e a busca dos melhores candidatos. Você acha que a campanha funciona? Você já tem candidato a vereador? Seus amigos já escolheram? Muita gente só olha o horário eleitoral para se divertir com o besteirol reinante ou colecionar nomes exóticos de candidatos a camara municipal. A maioria ainda não tem candidato a vereador e isso é ruim para a democracia e para a qualidade da futura legislatura. Como sempre muita gente vai deixar para o último momento, aí não pinta um nome de expressão, esquece e se vota em qualquer um. Dá-se um cheque em branco para um político fazer o que bem entender durante quatro ano. Um checão com motorista, secretária, carro, gasolina e muito pouco trabalho. Voto dado é voto dado e não dá para voltar atrás.
 
                                               É preciso jogar a letargia para escanteio e por o time da cidadania em campo. É verdade que o desfile de nomes, siglas, números e frases esparsas não ajudam na escolha de um bom candidato a vereador. Mas é preciso prestar atenção no que dizem, formar convicção e partir para ajudar a eleger alguém que não vai lhe dar nada em troca a não ser trabalho na câmara. Candidato bom é aquele que não barganha nada, nem voto. Porém só encontrar uma pessoa honesta não é suficiente, é preciso mais. É preciso pedir para os amigos e conhecidos votar nele. Dar uma de cabo eleitoral cidadão explícito. Isto é possível quando se forma convicção sobre o caráter do candidato. Tem que ajudar, espalhar o nome uma vez que a grande maioria não tem em quem votar. Se quiser ir além,  pergunte em quem o conhecido vai votar e se for em um mau político, peça que troque o voto, peça que não vote nele. Para mudar não basta escolher bem, é preciso barrar os picaretas uma vez que os dois pululam nas siglas partidárias.
 
Heródoto Barbeiro -jornalista TV Cultura/CBN www.herodoto.com.br
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